O início de 2026 encontra o mercado automotivo canadense em um cenário de incerteza. Especialistas do setor estão divididos sobre o rumo dos preços dos carros, especialmente diante da continuidade das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre aço, alumínio e autopeças.

Uma parte dos analistas acredita que os preços vão subir e estima uma alta média próxima de 4% ao longo do ano, argumentando que as montadoras estão cada vez mais pressionadas por custos de produção mais elevados e terão menos margem para absorver essas despesas internamente.

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Para a Canadian Automobile Dealers Association, a tendência de aumento depende de até que ponto as fabricantes conseguirão continuar protegendo o consumidor. O economista-chefe Charles Bernard afirma que essas estratégias foram usadas em 2025, mas os custos seguem crescendo e podem acabar sendo repassados ao comprador final.

O BMO compartilha uma visão semelhante. O economista Erik Johnson prevê uma alta entre 3,5% e 4% em 2026, explicando que fatores que seguraram os preços no ano passado, como estoques formados antes das tarifas, devem perder efeito.

Há também quem veja um cenário mais estável. Segundo o Canadian Black Book, os preços podem ficar praticamente no mesmo nível de 2025. A avaliação é que a demanda por carros novos perdeu força após a corrida de compras no início do ano passado e que os consumidores seguem cautelosos diante do custo de vida mais alto.

Do lado da Autotrader.ca, o cenário é considerado incerto. A empresa aponta que os preços dos carros novos chegaram a cair em 2025, enquanto os usados subiram, e afirma que qualquer projeção para 2026 depende do rumo das negociações comerciais entre Canadá e Estados Unidos.

Apesar das diferenças nas projeções, a maioria dos especialistas concorda em um ponto. Mesmo que os preços subam pouco ou fiquem estáveis, não há expectativa de retorno aos valores praticados antes da pandemia, principalmente se as tarifas continuarem em vigor.

Toronto Star

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